Vodafone vende torres móveis

A Vodafone está a decidir qual a dimensão da participação que pretende vender da sua unidade de torres móveis. Não há sequer confirmação de que serão feitas ofertas oficiais, mas, ainda assim, há já vários interessados em adquirir uma participação maioritária no negócio.
Segundo a Bloomberg, a norte-americana Global Infrastructure Partners (GIP) e o fundo norte-americano KKR estão na corrida para adquirir uma parte da unidade de torres sem fios da Vodafone Group PLC: a Vantage Towers AG.

A sueca EQT AB também estará a explorar o potencial investimento na spin-off da Vodafone. A gigante britânica de telecomunicações terá convidado os potenciais compradores a participar num leilão. A Bloomberg adianta que o grupo de telecomunicações detém atualmente cerca de 82% da Vantage. A KKR angariou 17 mil milhões de euros para o seu mais recente fundo global de infraestruturas, no início deste ano, e a Bloomberg News noticiou em fevereiro que o GIP visava 25 mil milhões de euros para o maior pool mundial de capital dedicado a investimentos em infraestruturas.

Há registo, também, de um movimento em Portugal, onde estão já a operar a Vantage Towers e a Cellnex Portugal.

De recordar que em julho a Deutsche Telekom AG concordou em vender uma participação maioritária na sua unidade de torres à Brookfield Asset Management e à DigitalBridge Group, num negócio avaliado em 17,5 mil milhões de euros.

Ativos como estes, que deixaram de ser vitais para o negócio dos operadores, são muito atrativos para empresas de investimento, pois garantem rendimentos estáveis e previsíveis. As operadoras de telecomunicações da Europa começaram a vender ativos de infraestrutura com o objetivo de arrecadar dinheiro para investimentos relacionados com os dispendiosos lançamentos de fibra ótica e atualizações de redes sem fios.

Já hoje ficou a saber-se que o multimilionário francês Xavier Niel adquiriu uma participação de 2,5% na Vodafone. O movimento inesperado ocorreu depois do empresário ter fechado o seu grupo de telecomunicações Iliad no ano passado.

Fonte: Bloomberg

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