Mais de 70% das reclamações relacionadas com operadores de TVDE são dirigidas à Uber, revela uma análise do Portal da Queixa. A Bolt absorve 16% das reclamações, a Antral (8%) e a Free Now (2%). É também a Uber que regista a maior subida de queixas face a 2021: 46%.
As reclamações dos consumidores relacionadas com a subcategoria “Táxi e Veículos Ligeiros” registaram um crescimento no primeiro semestre do ano, anuncia a mesma fonte.
De acordo com a análise efetuada aos operadores de TVDE (transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica), em comparação com o período homólogo, a Uber registar a maior subida de reclamações: mais 46% em relação a 2021.
Relativamente à Uber, o principal motivo de queixa contra a empresa (32%) refere-se à falta de qualidade do serviço prestado, sobretudo, pelo comportamento dos condutores; 24% dos consumidores queixam-se dos valores cobrados pela plataforma, em muitos dos casos indevidamente ou por viagens não realizadas; 12% reclamam pela dificuldade em obter faturas com número de contribuinte; 10% relatam problemas no registo e/ou acesso às suas contas de utilizador e 6% das reclamações advêm de parceiros (empresas e/ou motoristas).
Segundo uma análise detalhada à performance da Uber, verifica-se que 63% das reclamações apresentadas pelos consumidores, ao longo do primeiro semestre, estão ainda sem resolução.
No que se refere ao Índice de Satisfação – indicador que expressa o desempenho das marcas no Portal da Queixa -, a Uber apresenta um valor de 52.3 em 100, tem uma Taxa de Solução de 38,3% e uma Taxa de Resposta de 99,7%, evidenciando, deste modo, um decréscimo do nível de qualidade do serviço ao longo dos últimos anos.
Nos últimos dias a Uber já era notícoia por ter usado práticas ilícitas para expandir negócio, segundo uma investigação Uber Files do ICIJ.
De acordo com o que foi revelado, a empresa norte-americana concebeu uma estratégia de expansão na qual recorreu a lóbi político junto de governos, mas também formas ilícitas para ludibriar autoridades, revela um trabalho do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, referenciado pela agência Lusa.











