Uma startup de infraestrutura espacial dos Estados Unidos, chamada Orbit Fab, planeia construir um posto de combustível para espaçonaves numa órbita geoestacionária da Terra.
Segundo o Space Ref, a empresa pretende disponibilizar os seus serviços de abastecimento por satélite já em 2025, por forma a permitir que satélites e outras espaçonaves tenham um período de vida útil mais longo, tendo em conta as viagens que vão poupar por não terem de regressar à Terra com falta de combustível. A ideia poderia, até, conduzir a uma redução da quantidade de lixo espacial que as espaçonaves deixam para trás quando estão em órbita.
Agora… se nós por cá nos queixamos do preço dos combustíveis, no espaço o preço também não seria lá muito simpático: cerca de 20 milhões de euros para atestar o depósito com cerca de 220 kg de hidrazina, um propulsor comumente usado por satélites geoestacionários. A Orbit Fab está a trabalhar em estações que podem ser usadas para reabastecer satélites que levem até 100 kg de hidrazina no espaço.
De acordo com a empresa, é tudo uma questão de estabelecer normas sem receios. “Não havia certezas no mercado sobre quanto custaria fazer um reabastecimento, e é isso que esperamos fornecer”, disse Adam Harris, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Orbit Fab.
Para reabastecer satélites em órbita, a empresa pretende transportar o propulsor para um depósito especial orbitando a Terra numa “pista de serviço” localizada a 300 km da órbita geoestacionária, mas pode vir a estender-se a outras órbitas.
Esta “estação” permitiria que naves espaciais atracassem e fizessem um reabastecimento autónomo. Ou a espaçonave Orbit Fab também poderia levar o combustível até aos satélites, se estiverem equipados com a Interface de Transferência de Fluidos Rapidamente Acoplada (RAFTI) da empresa.
Jeremy Schiel, cofundador da Orbit Fab, disse que o projeto está “praticamente concluído”.
Fonte: Space Ref











