O segredo para chegar a Marte está no reino animal, afirma agência espacial

A ESA (European Space Agency ou Agência Europeia Espacial) afirma que a melhor forma do ser humano viajar para Marte em segurança já existe no reino animal. Trata-se da hibernação, um comportamento exibido em ursos, sapos, esquilos e muitos outros animais.

Para tal, o tamanho das naves seria reduzido, bem como os recursos de alimentação. Os astronautas ficariam num estado de sono dentro de possíveis cápsulas, com sistemas de suporte à vida durante a viagem.

Exatamente, a ESA sugere que façamos das famosas cenas de ficção científica realidade. Afinal, já todos vimos esta categoria de cápsulas espaciais em filmes do género.

Cena do filme Alien (1986) onde a tripulação da nave Nostromo acorda após longa hibernação.

Mas será a hibernação espacial possível para um humano?

Em primeiro lugar, vamos considerar os cálculos da ESA. Conforme a agência, qualquer viagem espacial implica 30 kg diários de água e comida por astronauta. Considerando que as estimativas de tempo para uma viagem entre a Terra e Marte são 9 meses, falamos de cerca de 9 toneladas de recursos, ou seja, não é prático.

Além disso, 9 meses no espaço seria um peso enorme na saúde mental dos astronautas, além da radiação espacial. Um estudo publicado na revista Science Direct afirma que ao dormir, os astronautas estariam protegidos da radiação.

Ainda assim, os astronautas precisariam de ter algumas reservas de gordura para sobreviver, à semelhança dos animais que hibernam. Seja como for, serão precisos ainda anos de estudo até hibernação humana ser viável.

Cientistas baseiam-se em ursos

Photo by Zdeněk Macháček / Unsplash

Apesar de não ser o único, o urso é o animal cuja hibernação tornou-se popular na cultura geral. Alexander Choukér, professor de Medicina em Munique, fez algumas afirmações sobre as expectativas de uma hibernação humana.

Baseando-se nos ursos devido a algumas semelhanças na massa corporal, Choukér relembra que a temperatura dos ursos desce poucos graus durante a hibernação e que isso não seria um problema.

A maior preocupação seria a perda de músculo e densidade óssea, aumentando o risco de ataques cardíacos, devido à inatividade. Choukér deu o exemplo dos ursos que levam cerca de 20 dias a recuperar da hibernação e não sofrem danos permanentes. Talvez o mesmo seja possível nos humanos através de medicação.

Finalmente, e voltando à ESA, a agência afirma que os melhores candidatos para estas viagens seriam as mulheres, devido aos níveis baixos de testosterona, que aparentemente contribuem para uma longa hibernação.

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