Os carros na Europa nem vão poder arrancar se o condutor beber álcool. A decisão partiu do Parlamento Europeu.
A solução Alcolock será concretizada na União Europeia já no próximo mês. O Parlamento Europeu quer que não haja mortes em acidentes de viação, em 2050, uma vez que, na Europa continuam a registar-se números bastante elevados de mortes anualmente.
Assim, todos os novos carros que vão circular na União Europeia têm como novidade a integração de assistentes de velocidade inteligente, câmaras traseiras a “controlar” trânsito ou detetores de fadiga e sonolência, por exemplo. Os novos carros europeus ainda vão ter, obrigatoriamente, novos sistemas de travão de emergência, uma caixa negra e um alerta de cinto nos lugares nos bancos de trás.
A condução sob o efeito de álcool, como seria expectável, é um dos focos do Parlamento Europeu daí que, já a partir do próximo mês, julho, todos os novos carros que saírem das linhas de montagem terão obrigatoriamente um alcoolímetro. Quem vai conduzir tem de “soprar no balão”; o resultado só demorará 25 segundos a ser divulgado na própria viatura. E, caso a taxa de álcool seja superior ao permitido, o carro nem vai arrancar. A inovação, que promete ser polémica para muitos condutores, terá a designação alcolock – fechar a cadeado por causa do álcool.
O sistema vai também deixar indicações sobre o perfil do condutor e apresentar todos os resultados dos testes realizados (máximo de 100 mil), sempre que entra no carro.
O recurso a tecnologias avançadas para o desenvolvimento desta ferramenta (deteção facial, de papilas gustativas…) não vai dar espaço à falsificação de dados.
De recordar que algumas marcas de veículos começaram a apresentar este tipo de dispositivos em 2009, como opcionais. No entanto, face ao seu preço, não foi adotado numa perspetiva preventiva e não se constitui, até à data, como uma obrigatoriedade.











