O futuro da tecnologia móvel e dos computadores pessoais está a ser moldado por gigantes como a Qualcomm, que recentemente revelou os seus novos processadores Snapdragon X Elite . Estes chips de última geração prometem dominar o mercado de smartphones e PCs em 2024, de acordo com Alez Katouzian, vice-presidente da Qualcomm e responsável pela área de computação.
A Qualcomm apresentou estes novos processadores no Snapdragon Summit, um evento anual que decorreu no Hawaii. A empresa destacou as capacidades da Inteligência Artificial (IA) generativa integrada nos novos chips, que prometem facilitar e agilizar a criação de apresentações e documentos, entre outras tarefas.
A IA generativa permite que os utilizadores economizem tempo e esforço, tornando a interação com a máquina mais agradável e simples. Alez Katouzian salientou que os novos processadores são capazes de executar modelos de linguagem de forma nativa, eficiente e rápida, o que facilita a interação com a máquina, tornando-a mais humana.
No entanto, a IA generativa também levanta questões sobre a autenticidade e veracidade do conteúdo gerado. A Qualcomm está a trabalhar com os desenvolvedores de aplicações para garantir que estas sejam seguras e possam autenticar o conteúdo gerado, para que os utilizadores possam distinguir entre imagens verdadeiras e falsas.
A Qualcomm também está a investir na melhoria das capacidades de câmara nos smartphones. O Snapdragon 8 Gen 3, por exemplo, leva as capacidades da IA à câmara, permitindo que as aplicações de câmara ofereçam uma experiência criativa de alto nível, independentemente do fabricante do smartphone. No entanto, a Qualcomm não fabrica os seus próprios chips, delegando essa tarefa a empresas como a TSMC e a Samsung. Alez Katouzian afirmou que a Qualcomm se sente confortável com esta dualidade e não tem planos de competir com estas empresas na fabricação de chips.
A Qualcomm também está a explorar a possibilidade de utilizar a arquitetura RISC-V nos seus chips, em colaboração com a Google. Esta arquitetura de código aberto poderia oferecer uma alternativa à ARM, que atualmente domina o mercado de chips para dispositivos móveis.
No entanto, a empresa enfrenta desafios, como a necessidade de garantir a autenticidade do conteúdo gerado pela IA e a dependência de outras empresas para a fabricação dos seus chips. A possibilidade de utilizar a arquitetura RISC-V nos seus chips poderia oferecer uma alternativa à ARM, mas ainda é cedo para determinar se esta será uma opção viável para a Qualcomm.











