A Porto Business School, em parceria com a CIP – Confederação Empresarial de Portugal, realizou a conferência “Futuro do Crescimento” que incidiu sobre as pessoas e até que ponto estas poderão mudar ou ser mudadas pela tecnologia.
Pedro Duarte, diretor de Corporate, External & Legal Affairs da Microsoft, alertou que “o crescimento tecnológico – computacional, dados e algoritmos – está associado a uma velocidade exponencial capaz de provocar um fosso entre a tecnologia e as pessoas”, conforme relatado em nota enviada à imprensa.
A intervenção abordou, também, pilares como a ética, segurança e privacidade e como estamos a assistir a uma transformação do mercado trabalho associada à nova era da inteligência artificial, que tem tido no ChatGPT um dos principais rostos para mudar o mundo, à semelhança do que aconteceu após a adoção massiva da Internet.
Francisco Miranda Rodrigues, Bastonário da Ordem dos Psicólogos, sublinhou que “a grande riqueza dos recursos humanos deve ser gerida de forma mais estratégica a partir das lideranças e das competências em falta, começando no topo da pirâmide”.
Para Isabel Barros, administradora executiva da Sonae MC, a palavra-chave é “combinação”, sendo que as pessoas atuais são os ativos mais importantes e as lideranças precisam de ser suportadas. “Não temos de competir com a tecnologia, mas sim juntarmo-nos a esta e não deixar ninguém para trás”, referiu a responsável, acrescentando, ainda, que o processo de reskill e upskill deve ser planeado a cinco anos a par da curiosidade e da aprendizagem, que devem ser cultivadas ao longo da vida, das carreiras e do contexto empresarial.
Por fim, Rui Teixeira, country manager da Manpower em Portugal, referiu que o mundo mudou a uma velocidade “estonteante”: “acreditamos que a tecnologia está ao serviço do talento e não da sua extinção. A quantidade de informação que temos está ao alcance de todos, quer do ponto de vista de gestão quer no desenvolvimento de competências”. O gestor defendeu o recurso ao talento interno e a sua preparação para os novos desafios com formação adequada às novas tendências da tecnologia.
Em jeito conclusivo ficou determinado que o caminho deverá passar pelo ímpeto da transformação, assente em reinventores e transformadores para fortalecer a arquitetura do ecossistema tecnológico, desde o blockchain, o machine learning e o metaverso até ao quantum computing e o 5G. 90% dos colaboradores devem entender destes assuntos.
A desigualdade na distribuição de rendimento e a fuga de talento, são, contudo, problemas que podem afetar o tão desejado crescimento.











