“Paguei para fingirem que estava morto, mas não estou” John McAfee

John McAfee, que se teria suicidado no verão passado, pode, afinal, estar vivo e de saúde. Quem o garante é uma ex-namorada do magnata norte-americano que descreve toda a conversa tida com McAfee nos dias que se seguiram à notícia da sua morte. A história está descrita no site Futurism.

De recordar que, no ano passado, o criador do famoso antivírus McAfee, John McAfee, foi encontrado morto na sua cela numa prisão espanhola, aparentemente por suicídio, horas depois de a justiça espanhola ter aprovado a extradição para o seu país de origem, os Estados Unidos, onde era procurado por suspeição de fuga ao pagamento de milhões de euros em impostos sobre os lucros que, alegadamente, teria obtido nos negócios de criptomoedas.

Agora, mais de um ano depois, uma das suas ex-namoradas afirma que McAfee não está morto e que o seu suicídio foi encenado. No novo documentário da Netflix “Running With the Devil: The Wild World of John McAfee”, Samantha Herrera diz que o milionário lhe telefonou depois das notícias que davam conta da sua morte e garantir que estava bem.

Herrera descreve que cerca de 15 dias depois do suicídio atendeu uma chamada de John a partir do Texas: “Sou eu, John. Paguei a pessoas para fingir que estou morto, mas não estou. Existem apenas três pessoas neste mundo que sabem que ainda estou vivo”, descreve a ex-namorada, natural do Belize, que estava com McAfee em 2012 quando o vizinho do magnata, Gregory Faull, foi assassinado após discutir com McAfee devido aos seus cães.

Herrera fugiu com o milionário pouco depois, para que não fosse interrogado pelas autoridades. Já o milionário diz, no documentário, que quem o ameaçava era o primeiro-ministro do Belize.

Também a esposa do criador do antivírus McAfee acredita que a carta de suicídio, alegadamente escrita pelo marido, tenha, afinal, sido redigida por alguém a tentar imitar o estilo de John McAfee. “A caligrafia é suspeita e duvido da autenticidade da nota”, disse Janice McAfee numa publicação no Twitter, onde partilhou uma fotografia da nota. “Esta nota não se parece nada com a de alguém que não tem esperança e está a contemplar o fim da sua vida. Esta nota soa como um dos tweets de John”, escreveu.

A família do criador de software duvida da tese avançada pelas autoridades até porque a nota está intacta e não amarrotada como seria de esperar que estivesse num bolso.

Fonte: Futurism

Exit mobile version