A Voyager 2 recebeu uma atualização de software, cujo patch demorou mais de 18 horas a instalar, numa tentativa de manter a nave espacial a operar pelo maior tempo possível.
No ano passado a Voyager 1 começou a enviar dados aleatórios de volta à Terra, e os engenheiros da NASA levaram meses para descobrir o porquê. Acontece que um dos sistemas entrou em modo incorreto, mas não está claro porque tal aconteceu. Este patch de software tem como objetivo impedir que a mesma situação se verifique com a Voyager 2 (e com a Voyager 1 novamente).
Suzanne Dodd, gestora de projeto da Voyager, explica que este patch é como uma “apólice de seguro” que nos vai proteger no futuro e ajuda a manter as sondas em funcionando durante o maior período de tempo possível. “Estas são as únicas naves espaciais que já operaram no espaço interestelar, por isso, os dados que enviam são exclusivamente valiosos para a nossa compreensão do universo local”.
Como a Voyager 2 está a mais de 19 mil milhões de quilómetros de distância, foram necessárias mais de 18 horas para enviar o patch de software para a sonda e ainda existe o risco de o patch substituir o código essencial ou ter consequências indesejadas, o que só se saberá a 28 de outubro.
A Voyager 1 também precisa ter o patch instalado, mas como está mais longe da Terra (mais de 24 mil milhões de quilómetros), os dados que ela envia são mais valiosos. Com isso em mente, a NASA decidiu usar a Voyager 2 como “um banco de testes para sua irmã gêmea”.
A missão da Voyager 2 deverá continuar até 2026. A agência espacial norte-americana confirmou que está agora a receber novamente dados científicos e de telemetria (medição da distância) da sonda.
Ambas as sondas são missões lendárias da NASA, cada uma com gravações de sons e imagens da Terra em placas de ouro e cobre.
Fonte: PC Mag











