A Microsoft tem vindo a conquistar o mundo dos videojogos com o seu serviço Game Pass, uma plataforma que permite aos jogadores desfrutar de uma vasta seleção de jogos por uma taxa mensal bastante acessível. Disponível tanto para as consolas Xbox como para PC, o Game Pass tem sido elogiado pela sua excelente relação qualidade-preço.
Com um preço base de 9,99 euros, o Game Pass é acessível para muitos, mas ainda assim, em determinados países, esta quantia pode representar um luxo que nem todos podem permitir-se. Estamos a falar de países ainda em vias de desenvolvimento, onde o salário médio mensal é bastante baixo.
A Microsoft, consciente desta realidade, tem como objetivo levar o Game Pass a todos os jogadores do mundo e, para isso, tem uma estratégia simples, mas eficaz: criar uma versão gratuita do serviço que será monetizada através de publicidade. Esta versão do Game Pass estará, inicialmente, destinada apenas a países emergentes da África e do sudeste asiático, bem como para a Índia.
No entanto, é importante notar que nestes mercados, a aquisição de uma consola ou de um PC também representa um luxo. É aqui que entra a versão Ultimate do Game Pass, que inclui streaming de jogos na nuvem (xCloud). Isto significa que os utilizadores destas regiões poderão desfrutar de uma grande quantidade de jogos nos seus smartphones.
Esta ideia parece ser uma excelente forma de popularizar o Game Pass em mercados onde os jovens com menos de 30 anos têm poucos rendimentos e, devido à realidade dos seus países, nunca poderiam ter acesso a um sistema de videojogos de última geração. Nestes países, é comum ver consolas e computadores obsoletos que estão três ou até quatro gerações atrás da atual.
O funcionamento desta versão seria bastante simples: em troca de ver uma determinada quantidade de anúncios, os utilizadores conseguiriam uma ou duas horas de streaming de jogos. Segundo o Windows Central, a apresentação deste novo modelo de Game Pass baseado em anúncios é tão real que poderia ser apresentado no próximo ano. Não se descarta também a possibilidade de uma versão mais económica do Game Pass chegar à Europa, Estados Unidos e outros países desenvolvidos, que também utilizaria anúncios.
Ao oferecer uma versão gratuita do serviço, monetizada através de publicidade, a empresa está a abrir portas para que mais pessoas tenham acesso a videojogos de qualidade. Além disso, a possibilidade de jogar através do streaming na nuvem elimina a necessidade de possuir uma consola ou PC de última geração, tornando o gaming mais acessível. No entanto, é importante considerar o impacto que a publicidade pode ter na experiência do utilizador. Será que a quantidade de anúncios será demasiado intrusiva? Só o tempo dirá.
Fonte: Windowscentral











