Através de OpenAI, Stable Diffusion e DALL-E, entre outros, nasceu um episódio infinito de “Seinfeld” que está a ser transmitido desde dezembro, de forma ininterrupta, na Twitch.
A Mismatch Media, um laboratório de media focado em formas experimentais de programas de televisão e videojogos, descreve a experiência de “Nothing, Forever” como “um programa sobre nada, que acontece para sempre. Quase como as sitcoms populares do passado, só que nunca tem fim”.
No enredo, quatro personagens absurdamente pixelizadas falam sobre o novo cinema que abriu no bairro e sobre problemas amorosos, mas sem ligação inteligível entre os temas. Estas quatro personagens representam Elaine, Jerry, George e Kramer, da famosa sitcom. Só isso parece bastar-lhes, já que dos milhares de utilizadores do episódio infinito, ninguém parece preocupar-se com a ausência de ligação entre os temas, mas sim com as inúmeras possibilidades que advêm desta parceria. Outro aspeto em que a inteligência artificial parece estar a falhar é nas gargalhadas falsas que acrescenta aos diálogos e que, por vezes, aparecem a seguir a um comentário que não tem nada que motive o riso, mas sim tristeza.
Entre as cenas, “Nothing, Forever” exibe uma foto de uma fachada colorida de um bairro nova-iorquino. No final de algumas cenas, a personagem inspirada em Jerry, chamada Larry, tem um segmento de stand-up em que fala ao microfone e conta piadas para um público imaginado.
Skyler Hartle, cocriadora do programa, diz que a série foi criada apenas com o sentido de ser uma paródia de “Seinfeld”. À medida que a tecnologia melhora, “temos a noção de que, a qualquer momento, poderá ligar o futuro equivalente à Netflix e assistir a um programa perpetuamente, sem parar, durante quanto tempo quiser”, descreve Hartle. “Não terá apenas sete temporadas de um programa, mas sim setecentas ou infinitas temporadas de um programa que tem conteúdo novo sempre que quiser”, acrescentou.
Fonte: VICE











