Em Abril, a General Motors (GM) anunciou que os seus novos veículos eléctricos iriam abandonar o Android Auto (e o Apple CarPlay), optando pelo seu próprio sistema, o Ultifi. Recentemente, um executivo da empresa afirmou numa entrevista à MotorTrend que a decisão de abandonar o Android Auto tornará os seus carros mais seguros.
Tim Babbitt, chefe de produto de infoentretenimento da GM, argumentou que o Android Auto causa distrações devido a desconexões e erros que, infelizmente, são relativamente comuns. No entanto, a empresa rapidamente suavizou estas declarações com um comunicado posterior.
O Google tem um controlo rigoroso sobre o Android Auto, permitindo apenas certos tipos de aplicações e limitando muito a funcionalidade quando o carro está em movimento. Por exemplo, com o carro em movimento, nem sequer se pode usar o teclado no ecrã para escrever e a maioria da interatividade é realizada com o controlo por voz.
Para Tim Babbitt, o problema de segurança não se encontra na forma como o sistema foi concebido, mas sim nos erros do Android Auto. O sistema tem problemas de estabilidade, como problemas de conectividade, desconexões ou lentidão.
A solução para estes problemas, segundo Tim Babbitt, passa por um sistema integrado no carro, onde os utilizadores não precisam de manipular o telemóvel para nada. Um sistema como o Ultifi da GM, que será o substituto do Android Auto e do CarPlay na frota de veículos e que, curiosamente, está baseado no Android Automotive.
O Android Automotive, ao contrário do Android Auto, é um sistema operativo completo que é executado no próprio carro e que os fabricantes podem modificar à sua vontade, incluindo actualizações do software e abrindo a porta a lucrativas subscrições para aceder a funções extra.
A verdade é que o objectivo da empresa parece ser mais a recolha de entre 20.000 e 25.000 milhões de dólares anuais com subscrições para 2030, do que a segurança, como refere a Reuters. Em resposta às críticas, a General Motors apressou-se a esclarecer que as declarações foram tiradas de contexto e que ambos os sistemas são seguros, reforçando as suas valiosas parcerias com a Apple e o Google e o compromisso de cada empresa com a segurança do condutor.
Embora o Android Auto possa ter os seus problemas, a afirmação de que é inseguro parece exagerada, considerando que está disponível em muitos veículos e que os erros, embora existam, não são tão generalizados ao ponto de provocar que os condutores manipulem os seus telemóveis de forma imprudente enquanto conduzem. A GM parece estar mais interessada em explorar o potencial lucrativo das subscrições do seu próprio sistema, o Ultifi.
Fonte: Motortrend











