Com a chegada do metaverso é cada vez mais fácil transpor para o digital tudo o que vivemos na realidade. Nesse contexto, os “gémeos digitais” podem ser a nova tendência na realidade virtual.
O objetivo destes gémeos, que são réplicas exatas da pessoa na versão real, é ajudar a melhorar o estilo de vida dando alguns feedbacks ao seu “humano”, descreve o portal ITP.
Inicialmente, esta ideia mais não era que recorrer a modelos de computador 3D mais sofisticados que agora se transformaram em Inteligência Artificial combinada com a Internet das Coisas.
Rob Enderle, analista de tecnologia, acredita que antes do fim desta década a criação desse gémeo já seja possível: “o surgimento dos gémeos digitais exigirá uma enorme quantidade de pensamento e consideração ética, porque uma réplica pensante de nós mesmos pode ser incrivelmente útil para os empregadores”. O analista ainda afirma que a criação será um divisor de águas bem definido na questão do metaverso (que ainda deixa muitos incrédulos) e ainda se levantam questões éticas e de saúde, na medida em que são sempre necessários tecidos humanos para criar um gémeo digital.
A pesquisadora em Inteligência Artificial da Universidade de Oxford, Sandra Watcher, alerta que, dado que só os humanos conseguem, por enquanto, processar emoções, os eventos de cariz mais social ainda não serão muito indicados para o gémeo digital. O uso de gémeos digitais pode ser benéfico em áreas mais técnicas, como design de produto, planeamento urbano, entre outras. Por exemplo, a empresa de entregas DHL está a criar um mapa digital no seu armazém para ajudar na distribuição.
Cidades como Xangai têm gémeos digitais para ajudar a melhorar o design e operações em edifícios, além do transporte de rua. A empresa francesa Dassault Systemes está, igualmente, a desenvolver projetos na área e afirma já ter contactado várias empresas com interesse nesta tecnologia.
Fonte: ITP











