A venda de produtos falsificados é uma realidade constante no mercado de segunda mão, especialmente quando se trata de dispositivos da Apple. No entanto, recentemente, uma operação policial na Irlanda do Norte conseguiu desmantelar uma das maiores redes de falsificação de produtos Apple na Europa.
A operação, que vinha sendo preparada desde dezembro, resultou na apreensão de produtos falsificados avaliados em mais de meio milhão de euros. Entre os itens apreendidos, destacam-se uma grande quantidade de AirPods falsos, iPhones, Apple Watches e até carregadores, que eram vendidos como originais.
A descoberta do esquema de falsificação ocorreu no final de março, quando a polícia irlandesa encontrou o esconderijo de produtos falsificados em dois locais situados em Belfast e Portadown, duas cidades da Irlanda do Norte separadas por cerca de 50 quilómetros.
Um dos principais suspeitos, um homem de 24 anos cuja nacionalidade não foi revelada, foi detido. Acredita-se que o esquema de venda de produtos falsificados possa ser apenas a ponta do iceberg de uma operação criminosa mais ampla.
A falsificação de produtos não só prejudica a Apple e outros fabricantes, cujos produtos são copiados quase diariamente, mas também engana os consumidores que compram um iPhone ou outro dispositivo esperando obter um produto original a um preço mais baixo, e acabam por receber uma falsificação.
No caso dos iPhones falsificados, alguns são tão bem feitos que, visualmente, são quase idênticos aos originais e até apresentam uma interface muito semelhante. No entanto, ao verificar que as aplicações originais da Apple não estão presentes e que, ao abrir a App Store, o que aparece é a Google Play Store, torna-se evidente que se trata de uma falsificação.
Além da interface, o hardware dos dispositivos falsificados é evidentemente diferente. Os fabricantes de produtos falsificados costumam optar por chips de baixo custo que oferecem um desempenho muito inferior ao esperado. Isto não seria um problema se os dispositivos fossem vendidos como réplicas, mas torna-se um problema quando são vendidos como peças genuínas a um preço muito mais elevado do que deveriam.
A polícia também alerta que muitos consumidores compram essas réplicas sabendo que eram falsas, simplesmente para obter algo semelhante ao original a um preço muito mais baixo. Além disso, a quantidade de produtos encontrados sugere que os criminosos eram capazes de copiar praticamente qualquer coisa.
Os detidos são também suspeitos de imigração ilegal, mas a principal preocupação é descobrir a possível atividade principal dos detidos, uma vez que a venda de produtos falsificados é muitas vezes uma forma de financiar o crime organizado. Assim, suspeita-se que por trás de tudo isto possa estar o tráfico de drogas e até a exploração de seres humanos, embora ainda não tenham sido divulgados mais detalhes da investigação.
Há também suspeitas de que possam existir vítimas dentro da própria rede de falsificação. As fontes policiais lembram que, muitas vezes, aqueles que montam as falsificações são vítimas vulneráveis que “trabalham em condições horríveis e ganham uma miséria” pelo seu esforço.
Fonte: BBc











